Operação Rastreio: a nova fase da investigação contra fraudes bancárias com celulares roubados

Nesta segunda‑feira, 16 de março de 2026, a Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro, por meio da Delegacia de Repressão aos Crimes contra a Propriedade Imaterial (DRCPIM), deflagrou uma nova etapa da chamada Operação Rastreio — ação policial destinada a desarticular um grupo criminoso especializado em fraudes bancárias utilizando celulares furtados ou roubados.
Onde a operação está ocorrendo
Foram cumpridos mandados de busca e apreensão em diversos pontos da capital e da Região Metropolitana do Rio de Janeiro: No Centro do Rio

Nos bairros de Oswaldo Cruz, Penha, Cachambi, Maria da Graça, Engenho Novo, Ramos, Brás de Pina e Vila Valqueire

Nos municípios de São João de Meriti e Belford Roxo

Até o momento, uma pessoa foi presa e quatro foram conduzidas à delegacia** para prestar esclarecimentos à polícia.

Como o esquema criminoso

Segundo a investigação:

Origem dos aparelhos
A quadrilha começava obtendo telefones celulares provenientes de furtos e roubos, especialmente na região central do Rio de Janeiro.

Muitos desses aparelhos eram adquiridos no chamado Mercado Popular da Uruguaiana, um grande centro de comércio informal no Centro.

Violação e acesso aos aplicativos bancários

Após adquirir os aparelhos ilícitos, os criminosos violavam o sistema de segurança dos celulares para acessar os aplicativos de bancos instalados nos dispositivos.

Isso lhes permitia entrar nas contas das vítimas e realizar transferências de dinheiro sem autorização, muitas vezes em poucos minutos após o furto.

Uso de “laranjas” e contas fraudulentas
Para dificultar o rastreamento das transferências, o grupo transferia o dinheiro para contas‑correntes criadas de forma fraudulenta, com documentos falsos ou em nome de pessoas em situação de vulnerabilidade — os chamados laranjas.

Participação de funcionários de casas lotéricas.

A investigação identificou auxílio de funcionários de casas lotéricas, que teriam facilitado saques dos valores desviados — muitas vezes ignorando os procedimentos de segurança determinados pela Caixa Econômica Federal para esse tipo de operação.

Com isso, o dinheiro ilícito era rapidamente convertido em espécie, dificultando ainda mais o rastreamento dos recursos pelos investigadores.

Histórico da Operação Rastreio.

A Operação Rastreio não começou neste ano: ela vem sendo desenvolvida desde maio de 2025, como parte de um plano maior da Polícia Civil para enfrentar o roubo, furto e receptação de celulares no estado do Rio de Janeiro — crimes que crescem a cada ano. 

Até agora:

A operação já recuperou muitos aparelhos subtraídos ilicitamente, muitos devolvidos aos seus proprietários.

Houveram fases especiais de ação, como um grande Dia D, em que mais de mil celulares foram recuperados e dezenas de pessoas presas. 

Em alguns momentos, usuários que detinham aparelhos identificados como furtados receberam intimações para entregá‑los voluntariamente, sob pena de responder por receptação. 

A polícia considera a Operação Rastreio uma das maiores iniciativas de combate ao roubo de celulares no estado, justamente por atacar toda a cadeia criminosa — desde o furto até a utilização dos aparelhos em golpes e fraudes mais sofisticadas.

Contexto: o aumento desses crimes
Dados divulgados ao longo de 2025 mostraram que o Rio de Janeiro teve um dos seus períodos mais intensos de casos de furto e roubo de celulares, com tensões e preocupações das autoridades sobre o impacto desses crimes no cotidiano da população — o que motivou ainda mais a expansão da Operação Rastreio.

Por que essa operação é importante

Os aparelhos celulares hoje não são apenas dispositivos de comunicação — eles guardam dados pessoais, acessos a contas bancárias e conexões diretas com apps financeiros. Quando um celular é roubado e violado, o criminoso pode:

acessar contas bancárias e fazer transferências;
habilitar serviços de pagamentos;

utilizar senhas ou mecanismos de recuperação.

Portanto, desvendar e desarticular quadrilhas que exploram essas oportunidades é essencial para proteger a segurança financeira de milhões de usuários.

O que esperar daqui pra frente

A Polícia Civil informou que a investigação segue em andamento para identificar toda a estrutura de comando e eventuais envolvidos. Novos desdobramentos e mais prisões podem ocorrer nas próximas semanas, à medida que os dados obtidos nas buscas e apreensões forem analisados.

Não vá ainda!

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