Guarda Municipal armada começa a atuar em São Gonçalo; veja o que muda para a segurança no município
A implantação da guarda armada ocorre após treinamento específico dos agentes e adequação da estrutura operacional da corporação. O objetivo é ampliar a capacidade de resposta em ocorrências envolvendo proteção do patrimônio público, apoio às demais forças de segurança e atuação preventiva em locais estratégicos da cidade.
A iniciativa coloca São Gonçalo entre os municípios brasileiros que decidiram fortalecer o papel das guardas municipais na segurança urbana, movimento que vem ganhando força em diferentes estados nos últimos anos.
Nova fase marca mudança na atuação da Guarda Municipal
Até então, a Guarda Municipal concentrava grande parte de suas atividades na fiscalização de espaços públicos, proteção do patrimônio municipal, organização do trânsito em determinadas situações e apoio a eventos promovidos pela prefeitura.
Com a criação da ROMU e o início do patrulhamento armado, a corporação passa a atuar de forma mais ostensiva, aumentando sua presença nas ruas e oferecendo apoio em situações que exigem resposta rápida.
Segundo a Prefeitura de São Gonçalo, os agentes que integram essa primeira fase passaram por treinamento específico para o porte e o uso de armamento, seguindo protocolos técnicos e operacionais previstos na legislação.
A expectativa é que a nova estrutura contribua para ampliar a sensação de segurança da população e fortaleça a integração entre os diferentes órgãos responsáveis pela segurança pública.
O que é a ROMU?
A Ronda Ostensiva Municipal Urbana, conhecida pela sigla ROMU, é uma unidade especializada das guardas municipais presente em diversas cidades brasileiras.
Seu principal objetivo é realizar patrulhamento preventivo, proteger equipamentos públicos, apoiar ações de fiscalização e atuar em ocorrências relacionadas às atribuições legais da Guarda Municipal.
Em muitos municípios, a ROMU também participa de operações conjuntas com as polícias Civil e Militar, sempre respeitando os limites definidos pela legislação.
Em São Gonçalo, a criação da unidade representa uma mudança significativa na organização operacional da corporação.
Os agentes atuarão em viaturas identificadas e deverão concentrar parte das ações em áreas com maior circulação de pessoas, equipamentos públicos e regiões consideradas estratégicas para o patrulhamento preventivo.
Agentes passaram por capacitação específica
Antes do início das operações, os guardas municipais selecionados participaram de cursos voltados ao uso progressivo da força, técnicas operacionais, abordagem, direitos humanos, legislação e manuseio seguro do armamento.
Esse processo de capacitação é considerado uma das etapas mais importantes para implantação de guardas armadas.
Além da formação técnica, os agentes também precisam atender aos requisitos legais relacionados ao porte funcional de arma de fogo, incluindo avaliações previstas pela legislação federal.
Segundo a administração municipal, a preparação busca garantir que a atuação ocorra dentro dos princípios da legalidade, proporcionalidade e respeito aos direitos dos cidadãos.
Integração com outras forças de segurança
Apesar do início do patrulhamento armado, a Guarda Municipal não substitui as funções desempenhadas pela Polícia Militar nem pela Polícia Civil.
Cada instituição possui competências definidas pela Constituição Federal e pela legislação brasileira.
Enquanto a Polícia Militar realiza o policiamento ostensivo e atua diretamente na preservação da ordem pública, a Polícia Civil é responsável pelas investigações criminais.
Já a Guarda Municipal tem como missão principal proteger bens, serviços e instalações do município, podendo exercer atividades preventivas e colaborar com os demais órgãos de segurança dentro das atribuições previstas em lei.
A expectativa é que o trabalho integrado permita respostas mais rápidas em determinadas ocorrências e fortaleça o sistema de segurança pública local.
