Vereador do Rio é preso pela PF após agentes encontrarem dois fuzis e uma submetralhadora
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| Foto: Vereador do Rio de Janeiro Jorge Canella (União Brasil) |
O vereador do Rio de Janeiro Jorge Canella (União Brasil) foi preso em flagrante pela Polícia Federal nesta terça-feira (22), durante uma operação que investiga a origem de um fuzil apreendido anteriormente com o ex-prefeito de Belford Roxo Márcio Canella.
Durante o cumprimento dos mandados, os agentes encontraram dois fuzis e uma submetralhadora na residência do vereador, na Barra da Tijuca. Segundo as informações divulgadas sobre a operação, as armas estavam em situação considerada irregular pela investigação.
Jorge Canella foi levado para a Superintendência Regional da Polícia Federal no Rio de Janeiro, onde foram realizados os procedimentos relacionados à prisão em flagrante. Ele deverá responder por posse ilegal de arma de fogo de uso restrito.
Mandados foram cumpridos em três locais
A ação desta terça-feira faz parte da sétima fase da Operação Unha e Carne.
Os agentes cumpriram mandados de busca e apreensão na Barra da Tijuca, no Recreio dos Bandeirantes e na Câmara Municipal do Rio. Na Câmara, o alvo foi o gabinete do vereador.
Segundo informações divulgadas pela própria Casa Legislativa, nenhum material foi apreendido no gabinete durante o cumprimento da ordem judicial.
As ordens judiciais foram expedidas pelo Supremo Tribunal Federal (STF). A operação está inserida em uma força-tarefa voltada à investigação de organizações criminosas que atuam no estado do Rio de Janeiro.
Investigação começou após fuzil encontrado com Márcio Canella
A nova etapa da investigação tem relação com um episódio ocorrido em julho, quando a Polícia Federal encontrou um fuzil no carro de Márcio Canella, então ex-prefeito de Belford Roxo.
Márcio Canella também foi preso em flagrante naquela ocasião por posse irregular de arma de fogo. Posteriormente, deixou a prisão e teve as medidas cautelares revogadas por decisão do ministro Alexandre de Moraes, do STF.
A investigação passou então a buscar informações sobre a origem da arma encontrada com o político.
Segundo o SBT News, a ação desta terça-feira apura justamente a possível relação entre o armamento encontrado anteriormente com Márcio Canella e o vereador Jorge Canella. A publicação também informa que as armas encontradas com Jorge estavam registradas em nome de CACs.
Jorge Canella e Márcio Canella não são parentes
Apesar do sobrenome em comum, Jorge Canella e Márcio Canella não possuem parentesco.
Os dois, porém, são aliados políticos. Jorge Canella foi eleito vereador do Rio em 2024 e é coronel da reserva da Polícia Militar.
A relação política entre os dois aparece no contexto da própria investigação, que passou a analisar a origem do armamento encontrado anteriormente com Márcio Canella.
Operação Unha e Carne
A Operação Unha e Carne investiga relações entre agentes públicos e grupos criminosos no estado do Rio de Janeiro.
As fases anteriores da operação atingiram outros políticos e pessoas ligadas à estrutura investigada. Entre os nomes que apareceram nas etapas anteriores estão o ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), Rodrigo Bacellar, e o ex-deputado estadual TH Joias.
A sétima fase, deflagrada nesta terça-feira, concentra-se na investigação relacionada à posse irregular de armas e à origem do fuzil que havia sido encontrado com Márcio Canella.
O que acontece agora
Após a prisão em flagrante, Jorge Canella foi encaminhado à sede da Polícia Federal no Rio de Janeiro juntamente com o armamento apreendido.
A investigação deverá continuar para esclarecer a origem das armas e eventual relação com os fatos que já são apurados na Operação Unha e Carne.
A prisão em flagrante por posse ilegal de arma não significa, por si só, condenação. O caso ainda será submetido aos procedimentos judiciais previstos na legislação.
A Câmara Municipal informou que os policiais estiveram no gabinete do vereador para cumprir a ordem judicial e que nenhum material foi apreendido no local. A defesa de Jorge Canella ainda não havia apresentado manifestação pública no momento das primeiras informações sobre a operação.
