Idosa é morta por bala perdida a caminho da igreja em Duque de Caxias; Polícia Civil investiga o caso

A violência voltou a atingir a Baixada Fluminense de forma trágica. Marivalda de Souza, de 65 anos, morreu após ser atingida por um disparo de arma de fogo enquanto seguia para um culto religioso na noite da última sexta-feira (10), no bairro Vila Leopoldina, em Duque de Caxias. Segundo informações divulgadas pelas autoridades e por familiares, a vítima foi atingida durante um confronto armado registrado na região. A Polícia Civil investiga as circunstâncias da morte e busca identificar os responsáveis pelo disparo.

De acordo com a Polícia Militar, equipes do 15º BPM (Duque de Caxias) foram acionadas após relatos de tiros na esquina das ruas Venâncio Andres e Rio Claro. Ao chegarem ao local, os policiais encontraram Marivalda já sem vida, com ferimento provocado por arma de fogo. A área foi isolada para o trabalho da perícia e, posteriormente, o caso foi encaminhado para a Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF).

Segundo relatos divulgados por familiares e por integrantes da igreja frequentada pela vítima, Marivalda caminhava em direção ao templo quando foi surpreendida pelos disparos. Ela foi atingida nas costas e não resistiu aos ferimentos. A morte provocou forte comoção entre parentes, amigos e membros da comunidade religiosa da qual fazia parte.

Comunidade lamenta a morte

A notícia da morte repercutiu rapidamente entre moradores da região e integrantes da igreja frequentada por Marivalda. Em manifestação nas redes sociais, o bispo João Guilherme, da Igreja Pentecostal Deus é a Nossa Esperança, lamentou a perda da fiel e afirmou que ela estava a caminho do culto quando foi atingida durante a troca de tiros.

Segundo o líder religioso, a morte da idosa evidencia os riscos enfrentados diariamente por moradores que precisam circular por áreas marcadas por confrontos armados.

As declarações também reforçam a preocupação de moradores com a frequência de episódios de violência na região, especialmente em horários de grande circulação de pessoas.

Polícia Civil apura as circunstâncias do crime

A investigação está sob responsabilidade da Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense, que realiza diligências para esclarecer como ocorreu o confronto e identificar os autores dos disparos.

Até o momento, a Polícia Civil não confirmou oficialmente quem participou do tiroteio nem divulgou informações sobre suspeitos identificados. As diligências incluem a coleta de depoimentos, análise de imagens e outras provas que possam contribuir para o esclarecimento dos fatos.

As autoridades também trabalham para confirmar a dinâmica do confronto e verificar todas as circunstâncias que levaram à morte de Marivalda. Enquanto a investigação prossegue, a corporação reforça que nenhuma hipótese é descartada antes da conclusão das apurações.

Violência na Baixada Fluminense continua preocupando autoridades

A morte de Marivalda de Souza volta a chamar atenção para os desafios enfrentados pelas forças de segurança na Baixada Fluminense, região que concentra parte significativa das ocorrências relacionadas a confrontos armados no estado do Rio de Janeiro.

Embora cada caso possua circunstâncias próprias, episódios envolvendo vítimas atingidas por disparos durante confrontos continuam mobilizando investigações e reforçam a preocupação das autoridades com a circulação de armas de fogo em áreas urbanas.

Especialistas em segurança pública destacam que moradores dessas regiões frequentemente acabam expostos aos riscos provocados por confrontos entre grupos criminosos ou operações policiais, tornando a proteção da população civil um dos principais desafios das políticas de segurança.

O trabalho da Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense

A investigação do caso está sob responsabilidade da Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF), unidade especializada na apuração de mortes violentas ocorridas nos municípios da região.

Entre as medidas adotadas pelos investigadores estão a coleta de depoimentos, a análise de imagens de câmeras de segurança, a realização de perícias no local e o levantamento de informações que possam ajudar na identificação dos autores do disparo.

Dependendo das provas reunidas durante o inquérito, novas diligências poderão ser realizadas nos próximos dias.

Até o momento, a Polícia Civil não informou se já existem suspeitos identificados nem divulgou detalhes adicionais sobre a dinâmica do confronto.

Como funcionam as investigações de casos de bala perdida

Em ocorrências desse tipo, a Polícia Civil procura reconstruir toda a sequência dos acontecimentos.

Além da perícia balística, os investigadores costumam analisar imagens, ouvir testemunhas, verificar registros de atendimento da Polícia Militar e buscar informações de inteligência que permitam identificar quem participou do confronto.

Caso o projétil seja localizado, exames periciais podem contribuir para indicar o tipo de arma utilizada e, em determinadas situações, estabelecer relação com armamentos apreendidos em outras investigações.

Esses procedimentos são fundamentais para esclarecer as circunstâncias da morte e permitir eventual responsabilização criminal dos envolvidos.

Família espera esclarecimento

Enquanto a investigação avança, familiares e amigos de Marivalda aguardam a identificação dos responsáveis pelo disparo que atingiu a idosa.

A expectativa é que a conclusão das diligências permita esclarecer a dinâmica do caso e oferecer respostas à família, que perdeu uma mulher descrita por pessoas próximas como dedicada à comunidade religiosa e à convivência familiar.

Até o momento, a Polícia Civil reforça que o inquérito permanece em andamento e que novas informações serão divulgadas à medida que as investigações avancem.

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